Thursday, October 30, 2008

Luíz Vaz de Camões

Antes de 1550 estava a viver em Lisboa, onde permaneceu até 1553. Essa estadia foi interrompida por uma expedição a Ceuta onde foi ferido e perdeu um olho.

Em Lisboa, participou com diversas poesias nos divertimentos poéticos a que se entregavam os cortesãos; relacionou-se através desta actividade literária com damas de elevada situação social, entre as quais D. Francisca de Aragão; e com fidalgos de alta nobreza, com alguns dos quais manteve relações de amizade. Representa-se por esta época um auto seu denominado de “El-rei Seleuco” em casa de uma importante figura da corte.

Estes contactos palacianos não devem contudo representar mais do que aspectos episódicos da sua vida, pois a faceta principal desta época parece ser aquela de que dão testemunho as cartas (escritas de Lisboa e da Índia).

Descobriu-se, através do calão conceituoso, retorcido e sarcástico, um homem que escreve ao sabor de uma irónica despreocupação, vivendo apenas do destino, boémio e desregrado. Divide-se entre as amantes (sem pruridos sobre a qualidade das mulheres com quem priva) e a estroinice de bandos de rufiões, ansiosos por rixas de taberna ou brigas de rua onde possam dar largas ao espírito valentão, sem preocupações com a nobreza das causas por que se batem.

Não parece, por esta época, ter modo de vida; e esta imprudência a descambar para a dissolução está de acordo com os documentos através dos quais podemos reconstruir as circunstâncias da sua partida para a Índia.

Na sequência de uma desordem ocorrida no Rossio, em dia do Corpo de Deus, na qual feriu um tal Gonçalvo Borges, foi preso por largos meses na cadeia do Tronco e só saiu – apesar de perdoado pelo ofendido – com a promessa de embarcar para a Índia. Além de provável condição de libertação, é bem possível que Camões tenha visto nesta aventura – a mais comum entre os portugueses de então – uma forma de ganhar a vida ou mesmo de enriquecer. Aliás, uma das poucas compatíveis com a sua condição social de fidalgo, a quem os preconceitos vedavam o exercício de outras profissões.

Foi soldado durante três anos e participou em expedições militares que ficaram recordadas na elegia O poeta Simónides, falando (expedição ao Malabar, em Novembro de 1553, para auxiliar os reis de Porcá) e na canção Junto de um seco, fero, estéril monte (expedição ao estreito de Meca, em 1555).

Esteve também em Macau, ou noutros pontos dos confins do Império, desempenhando as funções de provedor dos bens dos ausentes e defuntos.

Não é ponto assente. Mas o que se sabe é que a nau em que regressava naufragou e o poeta perdeu o que tinha amealhado, salvando a nado Os Lusíadas na foz do rio Mecon, episódio a que alude na estância 128 do Canto X.

Para cúmulo da desgraça foi preso à chegada a Goa pelo governador Francisco Barreto.

Ao fim de catorze anos de vida desafortunada, interrompida certamente por períodos mais folgados, sobretudo quando foi vice-rei D. Francisco Coutinho, conde de Redondo (a quem dedicou diversos poemas que atestam relações amistosas), empreende o regresso a Portugal. Vem até Moçambique a expensas do capitão Pero Barreto Rolim, mas em breve entra em conflito com ele e fica preso por dívidas. Diogo do Couto relata mais este lamentável episódio, contando que foram ainda os amigos que vinham da Índia que, ao encontrá-lo na miséria, se cotizaram para o desempenharem e lhe pagarem o regresso a Lisboa. Diz-nos ainda que, nessa altura, além dos últimos retoques nos “Os Lusíadas”, trabalhava numa obra lírica, o Parnaso, que lhe roubaram – o que, em parte, explica que não tenha publicado a lírica em vida.

Chega a Lisboa em 1569 e publica Os Lusíadas em 1572, conseguindo uma censura excepcionalmente benévola.

Apesar do enorme êxito do poema e de lhe ter sido atribuída uma tença anual de 15000 réis, parece ter continuado a viver pobre.

Morreu em 10 de Junho de 1580. Algum tempo mais tarde, D. Gonçalo Coutinho mandou gravar uma lápide para a sua campa com a citação:

“Aqui jaz Luís de Camões, Príncipe dos Poetas de seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente, e assi morreu”

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Friday, October 10, 2008

Solidão

É uma pessoa não ter amigos

É como não ter amizade

É como um aquário sem peixes

Só a si e sem felicidade

 

A solidão é:

100% Sozinho

90% Tristeza

80% Sem carinho

 

A solidão é:

Tar-nos tristes

É não termos ninguém

E tar-nos infelizes

 

A solidão faz-nos estar sós

Não termos ninguém para falar

Torna mos pessoas distantes

E sem ninguém para desabafar.

 

A solidão e como um poeta

Tem de estar só para fazer o seu poema

Ter alguma coisa que o inspire

Só para depois preocupar – se com o tema.

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Friday, May 23, 2008

Fernando Pessoa

O dos Castelos
A Europa jaz, posta nos castelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar esfíngido e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.


Eu escolhi este poema porque gosto do autor e porque este poema fala de Portugal.  

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Thursday, April 17, 2008

dia mundial do livro

Não creio que possa haver nem exista leitura mais entretida, mais encantadora, que a dos livros de Hume, do ponto de vista estritamente psicológico.”

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estou a ler «rei Peste e outros contos»

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A vida e a morte

Corre nas veias,
No brilho de um olhar,
Apenas no som de um respirar
Deslumbra num simples passo…
Num simples conjunto de passos,
Que formam o caminhar…
Num toque,
Num gesto,
Num movimento…
Num batimento ritmado,
De um coração que manifesta sua existência
Tudo isso desapercebidamente
Se passa quando ela existe…
E também não se faz atentar
Mas quando se vai
Tudo fica inanimado
Não há mais o que se vislumbrar
O brilho se vai,
A alegria, o amor, a esperança…
Ficam apenas memórias
Ficam apenas lembranças
Entre a vida e a morte…

MEU POEMA HOJE CHORA* - MORTE!

*MEU POEMA HOJE CHORA* - MORTE!
Já era madrugada…
Meu telefone tocou…
Meio dormindo atendi…
Ligação internacional…
Uma voz chorando…
Reconheci minha amiga…
Mãe de “Daniel”…
Meu amigo veio a falecer…
Ela dizia Vânia reze por nós…

Perdi a voz…
Coração acelerou – Meu Deus!
Deixou a mãe e a filha…
E eu agora aqui tão longe…

Hoje triste dia cinzento…
Lagrimas rolam…
Meu amigo não mais verei você…

Mas aqui eu deixo palavras escritas…
Onde pra sempre guardarei na memória…
E no coração cada conversa trocada…
Cada sorriso que juntos sorrimos…
Cada segredo que confessamos…
Cada tristeza partilhada…
Cada mensagem enviada…
Cada lágrima chorada…
Fosse de alegria ou tristeza…
Como sempre você dizia que eu era sua…
Anja chorona…
Mas nossa pura amizade teve toda cumplicidade…
Toda a afinidade…
Você foi o amigo mais fiel…
Mais cúmplice de minhas trapalhadas…
Dos micos que eu fazia você pagar…
E pra sempre lembrarei das risadas mais gostosas…
Que juntos sorrimos pela vida…

Hoje meu amigo poeta, colega…
Meu anjo guardião como sempre disse que você…
Era em minha vida…
Eu tenho de dizer ADEUS!


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Tuesday, April 8, 2008

Glossário de Teatro

Cenário Lugar onde decorre a acção. O cenário pode ser construído em tela ou em outros materiais e situa o espectador na época e no lugar em que a história se passa. Comédia Peça de teatro de crítica social. O seu objectivo é fazer rir o espectador. Peça Texto que serve de base à representação. Teatro Lugar onde se representa peças de teatro; conjunto das obras dramáticas de um autor ou de um país; arte de representar; profissão de actor ou de actriz; fingimento. Acção Assunto, enredo, intriga, história(s) de uma peça de teatro. Acto Cada uma das divisões de uma peça de teatro, que exige mudança de cenário. Um intervalo marca a passagem de um acto a outro. Actor Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro. Cena Subdivisão de um acto. Em cada cena, sai uma personagem ou entra outra. Cenógrafo Responsável pela criação/execução dos cenários. Didascália Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a história e ao tempo em que ela decorre. Guarda-roupa Conjunto de trajes que são pertença de uma companhia de teatro para desempenho dos actores em diferentes peças. Papel Parte da peça teatral que compete a cada actor desempenhar. Contra-regra Aquele que marca a entrada dos actores em cena. Deixa Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/a sua fala. Aparte Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pelo público e não pelas outras personagens. Bastidores Espaços por detrás e ao lado do palco, fora da vista dos espectadores, onde os actores esperam pela sua entrada onde se guardam os adereços e outros materiais. Contracenar Representar em contracena. Contracena significa estar fora da cena principal. Enquanto algumas personagens dialogam realmente, outras, em contracena, fingem dialogar para atingir determinado objectivo. Palco Parte do teatro onde os actores representam. Ponto Pessoa que, durante a peça e escondida do público, lê o texto, em voz baixa, aos actores quando eles se esquecem das falas. Público Pessoas que assistem à representação de uma peça de teatro. Autor/Dramaturgo Autor de peças. Caracterizador(a) Pessoa que caracteriza, que cria no actor uma face consentânea ao papel que ele vai desempenhar. Vários recursos/materiais são utilizados para alterar uma face. Director(a) Responsável máximo por uma companhia de teatro. Encenador (encenação) Aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papéis, levando à cena um texto original ou adaptação de um original. Figurinista Técnico de teatro que se ocupa dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteados e outros complementos). Fotógrafo (fotografia) Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro. Pode acumular com as funções de operador de vídeo. Luminotécnico O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena. Produtor (produção) Cargo que tem como objectivo organizar, coordenar a realização de uma obra artística. Sonoplasta (sonoplastia) Pessoa responsável pela selecção e execução dos efeitos acústicos que constituem o fundo sonoro de uma peça de teatro.
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Thursday, January 24, 2008

A ilha dos papagaios e outras historias

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Friday, January 18, 2008

Robinson Crusoe

Robinson Crusoe Nascido em York a 19 de Dezembro de 1737 é nomeado governador da ilha de Speranza no qual o nome da ilha foi eleito por ele, por isso são lhe conferidos todos os poderes para legislar no conjunto do território insular e das suas águas territoriais. Ele era belo, forte, com barba comprida, muitas rugas novas lhe sulcavam a pele da cara, cabelo vermelho, tinha um ar sério e na sua opinião achava-se com um rosto de madeira. Era determinante, esperançoso e não era vaidoso. Gostava da gruta para onde ele ia, não gosta de se ver ao espelho e não gosta de brincar. Na ilha ele estava nu sem qualquer roupa. Não praticava muito exercício físico pois mandava ao Sexta-feira fazer tudo. Era amigo do Capitão Van Dayssel, era amigo de um cão chamado Tenn e esse cão era o único animal que o fazia sorrir, tinha uma amizade com Sexta-feira pois era seu escravo, também tinha amizade com Andoar, com Anda mas a sua opinião era que deviam abatê-la e por fim com Domingo. Ele estava naquela ilha porque o barco embateu contra uns rochedos e ele quis continuar estar na ilha porque sentia que Speranza era um local melhor do que voltar á civilização.

 Capitão Van Dayssel Era o capitão da tripulação Virgínia onde Robinson viajava, era Holandês, era comerciante de tabaco e era muito despreocupado.

Tenn Era o cão de Robinson, gostava muito dele e só com Sexta-feira é que ele brincava, era muito brincalhão e vigiava a fortaleza de Robinson para não entrarem Índios. Sexta-feira Era um Índio no qual foi vitima de expulsão de um grupo de Índios e Robinson salvou-o dando um tiro aos outros Índios que o perseguiam e por isso ficou escravo de Robinson, o nome foi-lhe atribuído por Robinson, ele gostava muito de animais por isso brincava muito com o Tenn, ele tinha um tom de pele negra, era muito trabalhador mas também um bocado brincalhão, a razão para ele estar na ilha era de ele ser natural de lá, mas depois foi-se embora e deixou Robinson na ilha.

Andoar Era o bode-rei, no qual servia para guardar as cabras domesticadas de Robinson, era muito forte e tinha uma envergadura terrível, para ter estes atributos todos fazia exercício físico. Anda Era uma pequena cabra que foi encontrada por Robinson que estava ferida, tinha a pata da frente partida, era uma cabra muito nova, branca, sem chifres, gostava muito de saltar, nunca estava quieta e também gostava muito de gritar, por isso fazia muito exercício físico.
 

Domingo O seu nome verdadeiro era Jean Neljapaev e nasceu na Estónia, ele era o grumete da tripulação Whitebird, fugiu da tripulação porque estava a ser infeliz, ficou amigo de Robinson, ele tinha umas mãos pequenas e frágeis com calos provocados pelos duros trabalhos a bordo e cabelos vermelhos. Civilização Isto não é uma personagem, é a conclusão deste trabalho que fala-nos na civilização que consiste num estágio da cultura social e da civilidade de um agrupamento humano caracterizado pelo progresso social, etc.

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Friday, December 7, 2007

Orações suburdinadas causais

Designação
Conjuncionais
Locuções conjuncionais
Causais (indicam a causa)
Porque, pois, como, por quando
Visto que, pois que, já que, por isso, mesmo que  
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