Fernando Pessoa
O dos Castelos
A Europa jaz, posta nos castelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar esfíngido e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.
Eu escolhi este poema porque gosto do autor e porque este poema fala de Portugal.
A Europa jaz, posta nos castelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar esfíngido e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.
Eu escolhi este poema porque gosto do autor e porque este poema fala de Portugal.

